NOTÍCIAS

REPRESENTAÇÕES DOS SERVIDORES PROMOVEM ENCONTROS COM PRÉ-CANDIDATOS AO GOVERNO DO RS.
Quarta-Feira, 27 de Junho de 2018
A APROJUS marcou presença em encontros entre entidades e pré-candidatos ao governo do estado.

O primeiro a atender ao convite foi o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Miguel Rosseto, no dia 07 de maio, na sede do SINDJUS-RS, e no dia 18 de junho, na reunião ordinária semanal da União Gaúcha em Defesa da Previdência - UG, na sede administrativa da AJURIS.

A APROJUS foi representada pela sua presidente, Carmen da Silveira Pasquali, e pela diretora Claudia Krainovic.

Os dirigentes manifestaram suas preocupações e expectativas e encaminharam questionamentos.

A presidente da APROJUS, no primeiro encontro, manifestou a preocupação com a crise atual do estado e o sacrifício que vem sendo imposto aos servidores e por consequência, a precarização dos serviços públicos mais básicos, destacando que, ao contrário da ideia que muitos segmentos sociais têm, essa escolha política vem refletindo prejuízos também para os servidores dos outros poderes e órgãos autônomos, como é o caso dos servidores do Ministério Público, que acumulam perdas salariais, além de não possuírem plano de carreira. Nesse contexto de precarização dos serviços públicos versus renuncias fiscais e falta de investimento no combate à sonegação, considerando ainda, a questão da dívida do estado, perguntou qual a proposta do pré-candidato para tirar o estado desta crise, sem arrocho sobre os servidores?

Para Miguel Rosseto, em primeiro lugar, a crise que acontece no Rio Grande do Sul é reflexo da crise que acontece no país, mas que o estado tem condições de alavancar, e que, para isso há a necessidade de uma revisão do projeto de recuperação financeira, rediscutindo os termos da dívida, melhorando a arrecadação, afirmando que é preciso intensificar o combate à sonegação fiscal. Afirma ainda, que é imperioso buscar a recuperação das perdas da Lei Kandir, pelo encontro de contas e promover investimentos em setores econômicos estratégicos. Aduz também que o controle de gastos é uma prioridade, mas que isso não pode importar em atrasos salariais, defendendo que é preciso qualificar e investir no setor público e retomar o crescimento do estado, a fim de que se propicie o bem estar social. Miguel Rosseto expressou perplexidade ao tomar conhecimento de que o Ministério Público do Rio Grande do Sul não possui Plano de Carreira e que é o único no Brasil nessa condição.

Na União Gaúcha o pré-candidato foi abordado, além do tema da dívida, ainda, sobre isenções fiscais, previdência e saques judiciais.

Quanto às isenções fiscais, o pré-candidato se posiciona favoravelmente aos incentivos, mas que devem ser corretos, aduzindo ainda, que renúncias fiscais em torno e 8 bilhões é inadmissível. Fez severas críticas também à guerra fiscal entre os estados.  

Em relação ao tema previdência, apontado na União Gaúcha, Miguel Rosseto reconheceu que os regimes de previdência tem grandes desafios de sustentabilidade e que o déficit é uma responsabilidade que o governo tem que assumir. Demonstrou preocupação pelos apontamentos dando conta da insustentabilidade do RS-PREV , opinando que acha o ponto de corte do teto muito baixo, tendo em conta a realidade salarial dos servidores públicos. "O meu conceito é um sistema único onde o Estado deve assegurar um padrão de aposentadoria e previdência a todos".

Sobre a questão dos saques judiciais, expressou que é uma importante fonte de recursos, mas que tem de ser reequilibrada.

No dia 11 de Junho a diretora Claudia Krainovic acompanhou, na reunião  semanal da União Gaúcha em Defesa da Previdência -UG, encontro com o candidato Roberto Robaina, que compareceu acompanhado de Fernanda Melchiona, Vereadora e Luciana Genro, todos do PSOL. O candidato discorreu sobre problema da dívida do estado, que considera grave, referindo tratar-se de um problema de ordem fiscal, decorrente de quatro fatores principais, quais sejam, a Lei Kandir, a sonegação, a deficiência na   fiscalização e ausência de transparência na concessão de benefícios e isenções fiscais, o que envolve também  a distorção no uso desse instituto. As candidatas Fernanda e Luciana Genro  sinalaram o incentivo à participação das mulheres na política e em todo o cenário nacional.  Ressaltaram as ações no combate à discriminação das mulheres, principalmente os programas de proteção da família e das mulheres. Por fim, os candidatos  ressaltaram a atuação do partido sempre na defesa e na qualificação do serviço público.

Outros candidatos também estão sendo convidados, tanto pela União Gaúcha em Defesa da Previdência - UG, como pela frente formada pelos servidores do Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública e Tribunal de Contas.



MAIS NOTÍCIAS
voltar
Fasp União Gaúcha