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ATO PÚBLICO DIA 07/11
Segunda-Feira, 10 de Novembro de 2014
ENTIDADADES MANIFESTAM CONTRARIEDADE AO PAGAMENTO DE AUXÍLIO-MORADIA

No dia 07 de novembro de 2014, sexta-feira passada, foi organizado pelo Sindicato dos Servidores do Judiciário do Rio Grande do Sul -  SINDJUS RS, ato público contra o pagamento de auxílio-moradia a juízes e promotores de justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

O "benefício" no valor de R$ 4.377,00 já foi implementado na folha de pagamento do mês de outubro de 2014 e já é referido abertamente pelos magistrados como reajuste salarial uma vez que não conseguem aprovação do reajuste dos subsídios.

O subsídio foi uma forma de remuneração pleiteada pelas carreiras típicas de Estado, como juízes, magistrados, defensores, procuradores etc. com argumentos de terminar com os famosos "penduricalhos" e, dessa forma, tornar clara à sociedade a remuneração de seus cargos.

As entidades representativas dos servidores do Poder Judiciário e Ministério Público - APROJUS, SIMPE e SINDJUS - têm se manifestado contra esse benefício alertando para o efeito negativo que seu pagamento trará aos respectivos orçamentos. Diversas demandas dos servidores que importariam em um comprometimento muitíssimo menor do orçamento estão sendo represadas, sendo a principal delas a elaboração de propostas de planos de carreiras para servidores das duas esferas, que atendessem minimamente suas reivindicações.

O ato público que ocorreu na sexta-feira, dia 07 de novembro, reuniu centenas de pessoas, dentre representantes dos servidores públicos, políticos, personalidades, estudantes e população em geral. A concentração ocorreu no Largo Glênio Peres e após manifestações no palenque, os participantes caminharam pela Avenida Borges de Medeiros até o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, onde novas manifestações ocorreram e todos sentaram em nas escadarias em frente à sede do Poder Judiciário gaúcho.

 Também foram feitas reiteradas críticas ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, que em entrevista recente defendeu a concessão de auxílio-moradia dizendo que os juízes precisam comprar boas roupas, e que "não dá pra ir toda hora a Miami comprar terno". Foi criticada ainda a possibilidade de que os estagiários do TJ-RS não recebem recesso remunerado neste fim de ano.



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